quarta-feira, maio 05, 2010

Idiota


Eu sou um idiota!

E por mais que eu repita isto eu sempre esqueço. Eu sou um idiota!

Toda a minha sede de conhecimento, minha fome de verdade e vida, me deixaram mais seco e disperso.

Talvez eu tenha desprezado as águas rasas, por que o meu objetivo eram as profundas...

Talvez eu tenha deixado pra trás, companheiros, colegas e amigos, por que eu anseio por irmãos.

Talvez, eu tenha deixado a alegria, amizade, paixão e carinho pra trás, por que afinal Saparada é o AMOR!

(...)

Com certeza eu sou um idiota!

Por saber que existe mais, eu desprezei o pouco. Por achar que já sabia eu desprezei aprender; por achar que já tinha deixei muitas vezes de ganhar.

Sendo tão sério, tão critico e tão enérgico, me tornei triste por não perdoar minhas fraquezas.

(...)

Caminhando pelas ruas vejo bêbados, viciados e crianças prostituídas. Tudo isso enquanto procuro um lugar pra lanchar...

Não sinto a dor deles, não sinto amor por eles, não sinto... Sinto que não sinto.

Só sinto a minha dor, dor aguda. Dor que me encarcera em medos, teorias, dogmas e fetiches.

Como eu sou idiota.

Fazendo musicas pra ninguém ouvir, cozinhando alimentos pra ninguém comer, aprendendo pra não ensinar ninguém...

Olhando no espelho, não consigo parar de repetir: Idiota! Idiota! Você é um idiota.

Pior que isto tudo é não acreditar no amor. Minimizar as manifestações de amor e de carinho, menosprezar o afeto esporádico e inconstante, esquecendo que ele é algo gradativo e vai sendo gerado dia-a-dia. Olhando constantemente pra minhas imperfeições, fraquezas e pecados, deixo de acreditar que sou amado.

Reconhecer este amor, amor insondável, imutável e incomparável, me fará ser bom, agradável, amoroso, totalmente dEle...

Como eu sou idiota... O idiota amado do Pai!

Ele me ama não “apesar disso”, mas “inclusive por isso”.

E isso jamais irá mudar!

Saparada é o Amor: Ser idiota sem deixar de ser amado!

sábado, janeiro 02, 2010

Voltando...

Ainda tem alguém aí ou aqui?
Bem, depois de um longo recesso estou de volta.
Mudei algumas coisas, mas não muito... Afinal, "Eu gosto é do gasto".

Saparada é o Amor!




Deixo tudo assim
Não me importo em ver a idade em mim
Ouço o que convém
Eu gosto é do gasto

Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado

E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz
Quem então agora eu seria?

Ahh, tanto faz
E o que não foi não é
Eu sei que ainda vou voltar
Mas eu quem será?

Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão
Quando vem dizer que eu não sei medir
nem tempo e nem medo

E se eu for o primeiro?
A prever e poder desistir
do que for dar errado

Ahhh
olha, se não sou eu
quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão

Ahhh, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser
aceito a condição

Vou levando assim
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir...

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